[BNP/E3, 49A2 – 66]
4-9-10.
The spirit that doth brood in our despair
Is the same that doth laugh and weep on bliss;
{…}
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The shine of circumstances is all tentation’s
Altogether the present and ill-figured good,
Content that careful {…} of an attentions
With a craft-stary because ununderstood.
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A Vida Dupla
Scholar and dandy. At length at each of dandies friends himself after past recall.
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Desde o princípio da sua consciência o propósito de {…} era viver uma vida biforme. O contraste das duas formas dessa vida agradava-lhe, do paradoxo que era. Desejava realizar em absoluto, em si, dois tipos antagónicos e mentalmente simultâneos – o sábio e o janota. Qual foi o que desta intenção da vida ninguém o pode dizer nem o próprio talvez o explicaria. A análise das intenções é apenas possível quando
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superficial ou quase; porque o subsolo dos propósitos perdeu-se no inanalisável, {…}
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A symbol of genius – thinking to give itself to similar life.
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A. começa a deixar interpenetrar a vida: a desmanchar-se quase (ainda que o instinto o conserve) – um jantar e a sentir a sinceridade de saber excluir-se.
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O janota fazia frases; o sábio conhecia-as.
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Tentou, harmonizando, rebaixar a alma perdida; mas nem se sentiu com força para abandonar a alma do janota, nem com alegria para abandonar a alma do sábio. O sábio que cansava-se de ser janota; o janota cansava-se de ser sábio. Nenhum tinha força para desterrar o outro. Estavam demasiado unidos, interpenetrados. O sábio era demasiado janota; o janota demasiado sábio.
Não podia escrever belas frases; não podia pronunciar altos pensamentos.